MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/5faeedcd58869fa797bbccd958494c79.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/6c28552a9fc3c14ddbc6d75489bc1cc1.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/56562f2c4635b73ca161e84c932ad0ab.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/b1682f5ab63b5140537debdbdbece4e6.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/f83ce7c1069288a2ff174125f3271e8e.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/c3f7fca0f2fc264e55cde629c38d0d58.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/ebf8f74e53145b71acca12913fd363f2.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/a3b6498111a6287df090ff67268badd3.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/0f2746a099356d21ac238911f1054492.jpeg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/f33c4f8a7b76334b669eb8b2f8861800.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/a828d5f35324a956f949ef9e48f4b0e8.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/220882/slider/3b13b491bb17c9501b6164b74e5b3d58.jpg
CHAT
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país
Número acumulado de óbitos em 2026 chega a 318.945
Por Agência Brasil
Publicado em 16/10/2026 14:28
Novidades
© Ministério da Saúde/Divulgação

A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil. Até o dia 16 de outubro, o número acumulado de óbitos em 2026 chegava a 318.945, segundo o Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que passa a integrar o novo Hub de Doenças Cardiovasculares, plataforma lançada pela entidade em parceria com a World Heart Federation (WHF). Os dados mostram uma média de 1.194 mortes por dia, ou cerca de 50 óbitos por hora.

O Hub utiliza dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde do Brasil, e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para o cálculo das taxas de mortalidade com dados do SIM, são utilizadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a SBC, entre os dados disponíveis no novo Hub estão as séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024, assim como projeções para os próximos anos. De acordo com as estimativas, se mantida a tendência registrada nas últimas duas décadas, o Brasil teria um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, passando de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, ressalta que as projeções representam cenários prováveis caso as tendências observadas nas últimas duas décadas se mantenham.

“Ou seja, a previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030, principalmente se houver mudanças significativas na prevalência de fatores de risco, na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e na implantação de políticas públicas de prevenção”, diz o médico.

Os dados reforçam a importância de intervenções capazes de alterar essa trajetória, como o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ribeiro destaca que esforços nessas áreas resultaram na queda drástica da taxa de óbitos nos últimos 20 anos. Em 2024, a taxa de mortalidade era de 195 óbitos a cada 100 mil habitantes, uma redução de 36% com relação aos anos 2000, em que a taxa era de 306,4 óbitos por 100 mil. 

A nova plataforma também permite visualizar diferenças entre os estados brasileiros. Nos dados apresentados pelo Hub, o estado de Alagoas registra a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Amapá, com 225,1 óbitos por 100 mil habitantes, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.

Plataforma

Apresentado no dia de abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia, o novo Hub reúne dados epidemiológicos sobre as principais doenças cardiovasculares no Brasil em um ambiente único. A plataforma permite consultar números absolutos, taxas, séries históricas oficiais e estimativas comparáveis internacionalmente, além de visualizar indicadores por estado, sexo e faixa etária.

A iniciativa busca facilitar o acesso e a interpretação de informações sobre saúde cardiovascular para pesquisadores, jornalistas, comunicadores, criadores de conteúdo de ciência, profissionais de saúde, gestores públicos e demais interessados. Além de reunir diferentes bases de dados, a ferramenta oferece recursos de visualização, comparação e exportação que permitem explorar os indicadores e produzir conteúdos baseados em evidências.

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários